
Repente... Ultima Madrugada!
Madrugada que chora
nuvens aliviadas
lua ausente
Viajo no sonho...
Rio dos meus endereços!
Ressonam teus sinais...
stand by!
Namoro da alma
numa carne viva
pra que transcendência?
Um encontro é lenda
mas se faz carente quando a noite é paz!
O céu ligou todos os sons
música estronda...
efeitos faiscantes marcam esse momento!
Beijo teu mistério,e furtivamente...Aquieto o meu desejo!
Voltou a inquietação...
Meu amor se declara...
É paz ou guerra!
E o passado some
misturado em tantos
que eu já não espero
Agora és tu...
presente no futuro
apronto esse tormento,em ventos mensageiros
Chegas em perfume
pele imaginada
esboço enluarado de obscuro êxtase!
Ópio que penetra...
Sem perda de tempo
te concedo a chave
dessa nova casa!
Ele é louco
Lobo e claro
como as manhãs de Dezembro
Caminha para mim num passinho lento
chega descansado, mas com fome intensa...
E nesse entrelaçado de tantos segredos
Eu procuro em versos matar seu desejo!
Tudo ameaça nascer
Tudo chegou outra vez
Explode como bomba,no contentamento!
Ainda pode ser
E pode também não ser...
O verbo desconjugado
Alínea eu e você!
Beijo a boca que fala pelos dedos
Beijo esse corpo com muito desvelo
E nesse engate
de sentido fálico
A poesia é sexo...
Verso...eu te desejo!
2 comentários:
Adriana disse...
Dar sentido às palavras não é difícil quando se tem um mínimo raciocínio, mas realçar-lhes a beleza de modo tão inspirado só é possível aos poetas, cabendo a nós, os "sem-verso", somente admirá-los.
A fonte da poesia é inesgotável.
Continue se refrescando nela e deixando seus rastros poéticos aonde pousar os seus passos.
03 JANEIRO, 2008 20:25
Pachelly Jamacaru disse...
"O verbo desconjugado
Alínea eu e você"!
Paradoxo sentimental...
Legal isso!
Abraço, que 2008 conserve ésta tua mágica inspiração!
Pachelly
01 Janeiro, 2008 09:54
Socorro Moreira disse...
Vc fotografa a pose de um verso...e o verso se enfeita, nos teus olhos!
Abraços
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