quinta-feira, 11 de junho de 2009

Luiz Carlos Salatiel- Por Domingos Barroso





Em um cantinho natural de águas cristalinas

um certo duende adorava banhar-se.

Com o sorriso brilhando na pele,

estendia-se de faces coloridas para o céu.

Mas dolorosamente o tempo nublou.

Cadê o sol?

Cadê os reflexos no córrego?

O duende sumiu levando consigo o silêncio.

Os outros entes da floresta - mesmo que não bradassem

sentiam que a floresta não era a mesma:

sementes no chão, uivos atrás da lua, som de flauta.

Mas como todos também tinham mágica no coração

entenderam que a ausência é um devaneio.

Que bastaria um sonho, uma lembrança,

um sorriso inesperado.

Pronto.

Novamente a floresta se encantara.

O sol já vem! O sol já vem!

Gritavam todos em direção da trilha

traçada pelos pezinhos do nosso querido duende.

Não sei ao certo se de fato faz sol,

ou se é apenas um truque amoroso

dos outros entes da floresta

para que nosso amigo olhe para o alto.

Sim, há uma nuvem que dar sombra

bem em cima do seu cantinho natural de águas cristalinas...



Postado por Domingos Barroso no Cariricult.

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